Archive for janeiro, 2009

01/12/2009

Onze fatos sobre língua e linguagem

Tradução livre, por Ludmila Prates.

(Estas são as revisões de algumas idéias primeiramente formuladas em uma Conferência sobre Linguística e Aquisição da Linguagem pela MLA (Modern Language Association of America), em maio de 1963.)

1. Fala é um ou mais sons feitos pelos seres humanos para fins comunicativos. Linguagem é comunicação1.

2. Idiomas são diferentes, não somente por terem diferentes palavras para coisas diferentes, mas pelas diferentes formas de disposição das palavras para se expressar perante à realidade.

3. Uma língua é mais do que somente uma sequência de palavras; pessoas também se comunicam por outros meios através da estrutura, entonação, agudeza de som e pausas.

4. Mudanças na linguagem dependem do tempo, lugar, nível social e estilístico. Essas mudanças não corrompem a língua, pois são características intrínsecas de todos os idiomas.

5. Fala e escrita são diferentes, embora relacionados, sistemas de linguagem. Em todas as línguas, a fala precede a escrita. A maioria dos idiomas no mundo ainda não possui um sistema de escrita.

6. Língua não tem nada a ver com raça e etnia. Povos primitivos não falam línguas “primitivas”. As línguas de culturas simples (“povos primitivos”) não são necessariamente mais simples do que as línguas de culturas complexas.

7. Inglês soa tão estranho para um estrangeiro que não fala inglês quanto uma língua estrangeira em relação a um falante inglês monolíngue.

8. Línguas diferentes têm tabus diferentes. Em inglês, Good Lord! soa (no som) mais suave do que Good God!, embora tenham o mesmo significado. Em hebraico antigo, a palavra para Deus, “IHVH” era não mencionável; portanto, sempre usavam outra palavra para substituí-la.

9. Palavras para “a mesma coisa” em dois idiomas não são “igual uma à outra”, ao menos que ambos o significado e a conotação correspondam, o que raramente acontece.2

10. Significado lexical (vocábulos), expressos pela seleção de palavras (homem alto, homem baixo), devem ser discernidos de significado gramatical, expresso pelas inflecções (falar, falei), ou disposição na frase (em português, por ex.: autor defunto e defunto autor não significam a mesma coisa se analisados pela ordem das palavras).

11. Nenhuma língua é propriamente difícil. Se a fosse, os povos que a falam rapidamente iriam simplificá-la. Qualquer criança normal tem um certo controle sobre sua própria linguagem quando vai para a escola.

Notas

1. Language em inglês abrange três possível traduções: língua, idioma  e linguagem. Língua é e representa, além da fala, o idioma que certo povo fala, enquanto a linguagem abrange a escrita e suas formas de expressão, como linguagem de sinais, linguagem cinematográfica, matemática, etc.

2. Em inglês, tomemos como exemplo a palavra “egg”. O correspondente para a mesma palavra, em português, seria “ovo”, embora se disséssemos “bad egg” não estaríamos nos referindo um “ovo mal” em inglês, no sentido de estragado e/ou podre, mas sim a um “mau sujeito”, algo que não corresponde à versão em português para “ovo mal”.

Referência bibliográfica

FINOCCHIARO, Mary e BONOMO, Michael. The Foreign Language Learner: A Guide for Teachers. Regents Publishing Company, Inc, 1973. 8 p.

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01/06/2009

Sites para aprender inglês; #2

Obs.: ao importar os posts do meu antigo endereço, esse post não foi importado juntamente com os outros. Por isso o post está fora de ordem e de data (foi publicado em 28/10/2008).

 

If we do only what is required of us we are slaves, the moment we do more we are free. – Cicero

 

#2: Inglês na Ponta da Língua

Este site, na verdade um blog, é de um famoso autor de livros de inglês – Denilso de Lima – como o livro que dá título ao blog e “Por que é Assim e não Assado?“. Eu li o primeiro livro e gostei muito, serve até como um guia de referência para os estudantes de língua inglesa. Segue a sinopse do livro:

Inglês na Ponta da Língua:

  • Descrição: Este livro pretende ser um guia prático para que o leitor, como estudante de língua inglesa, não se perca no meio de tantas coisas que são necessárias aprender para se comunicar bem, em especial, o vocabulário. O autor pretende mostrar como aprender vocabulário de uma maneira organizada e espontânea bem como aprender gramática através das palavras adquiridas. A idéia é que este livro seja lido por qualquer pessoa interessada em aprender (e a ensinar) a língua inglesa de uma maneira mais divertida, solta e descontraída.

Por R$37,50 na Cia dos Livros.

 

Pois bem, o blog do Denilso é bem variado e ele mesmo é um autor assíduo: escreve diariamente, de segunda à sexta (pois ninguém é de ferro a ponto de trabalhar até aos fins de semana!). Eu, como não visito o site diaramente, me inscrevi na newsletter do site, assim todos os dias de manhã eu recebo um e-mail com o mais novo post dele. O legal é que, com ele posta desde 2006, há muitos arquivos interessantes no blog, e dá para consultá-los sempre, e não há como se perder pois os posts são divididos por assunto, facilitando sua busca. Adoro o site pois ele escreve sobre as dúvidas mais curiosas que todos temos mas sempre esquecemos e/ou não temos à quem perguntar, do tipo “Como se diz batata palha em inglês?“, “Como se diz: Por causa disso?” até os mais simples como “Gramática: Presente Simples” e os mais complexos como “Expressão: sarna pra se coçar“. É mister dizer que o blog também contém artigos ótimos para professores de inglês, já que o Denilso também é um teacher trainer, além de tudo. Portanto, a dica é essa: entre no site e fuce bastante! Com certeza irá achar muitas coisas engraçadas, curiosas e que irão te ajudar nos seus estudos.