Archive for ‘Pessoal’

02/06/2009

Resenha: “Do Yázigi à Internexus”

Título: “Do Yázigi à Internexus – Uma viagem pelos 50 anos de uma franquia brasileira que se tornou global”

Confesso que protelei o máximo que pude fazer esta resenha crítica, afinal, “juntar” quase 60 anos de história num livro e deste mesmo resumo ter de resumir tudo em alguns breves parágrafos não é algo fácil. São 320 páginas com traços de subjetividade – porém sem perder a lucidez – de alguém que desde sempre esteve presente na história desse instituto de ensino que se tornou global. O autor é nada menos que o atual CEO (Chief Executive Officer, diretor-geral) da Internexus, Inc e do Yázigi Internexus, Ricardo Young Silva, que também trabalha em e coordena várias outras empresas, enfim, ele é uma pessoa polivalente, e só isso daria assunto para uma outra resenha (ou biografia).

O Instituto de Idiomas Yázigi foi fundado em 1950 por César Yázigi e Fernando Heráclito Silva (pai de Fernando Young Silva) e sua primeira escola foi fundada na cidade de São Paulo. César Yázigi, já falecido e cujo sobrenome deu nome à escola, depois de algum tempo em sociedade com Fernando H. Silva, decidiu voltar para os Estados Unidos e deixou a franquia para a família Young Silva. Fernando H. Silva atualmente residem em Salvador, Bahia.

O Yázigi se destacou em sua época por sua didática e metodologia inovadoras. Em um tempo em que reinavam escolas binacionais, como a Cultura Inglesa e o Instituto Cultural Brasil Estados Unidos, o Yázigi mostrou que, apesar de se tratar de uma língua estrangeira, era (e é) possível ensiná-la através da realidade do aluno, fundamentando-se nos métodos do já famoso educador Paulo Freire. Um símbolo disso foi o primeiro logotipo da empresa, que tinha como cores o verde e o amarelo, fazendo alusão à bandeira brasileira, ao invés dos tradicionais azul e vermelho que representavam as cores da nação americana. Suas aulas, a princípio ministradas por César Yázigi, eram dinâmicas e cheias de vitalidade, algo inusitado, pois na época o ensino de inglês era baseado em textos literários e costumava ser “silencioso” e de uma postura comedida. Posteriormente, como advento do CLA – Centro de Linguística Aplicada, o primeiro da América Latina – e com a criação de programas de ensino como o JEP – Junior English Program, atual Magic Links – coordenado por sua mãe, Catherine Young Silva, é que escola foi ganhando cada vez mais notoriedade. Este programa foi premiado pela Unesco e Catherine foi contratada como consultora da Unesco na elaboração de materiais didáticos para ensino de língua em países em desenvolvimento. O CLA tem objetivo de pesquisar e desenvolver materiais didáticos para a rede e o primeiro responsável pelo centro foi o eminente linguista Francisco Gomes de Matos, atual professor da UFPE. Com a ida de César Yázigi para os EUA, houve o surgimento da idéia de tornar a empresa internacional. Foi assim, rusticamente falando, que surgiu o Internexus e algumas outras unidades espalhadas pelo mundo. O livro também discorre sobre a contribuição do Yázigi para o surgimento e expansão do sistema de franchising, algo que para mim ficou confuso, pois confesso que não entendo nada de administração, ao contrário do Fernando Young Silva, que é formado na área pela GV. Dentre toda a história que permeia o livro, não posso deixar de citar Itamar Heráclio Góes Silva, que é tio de Ricardo e foi e continua sendo uma peça fundamental para a empresa.

No que concerne as minhas impressões sobre o livro, posso dizer que são as melhores. Fiquei sabendo várias coisas não só sobre o Yázigi em si, mas também em relação à época, os costumes e etc. E quando disse que o Ricardo Young Silva é polivalente, não foi só por dizer, pois ele foi o fundador da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e é coordenador do World Business Academy, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, presidente do UniEthos, coordenador Nacional do PNBE, fundador e membro do conselho da Transparência Brasil e do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, presidente do Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças e conselheiro da Fundação Ronald McDonald. Além disso, ele é membro ativo de diversas ONGs, é também membro do conselho do AccountAbility /Londres e representa o Instituto Ethos em fóruns do Global Compact (ONU). É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do Governo Federal.
É pouco ou quer mais?

O Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças (CBFC) foi fundado por sua mãe, Catherine Young Silva, e apresenta uma proposta bem interessante de abordagem filosófica nas salas de aula, nada como “hoje vamos estudar Platão” mas sim referente às reflexões e implicações de certos atos e ações.

11/16/2008

Sites para aprender inglês; #5

Oi? Aaaatchim! *Tirando o pó…*

Nesse tempo em que fiquei ausente – 10 dias – fiz várias coisas, entre elas, a mais importante: doei sangue. Foi uma experiência indescritível de ajuda ao próximo. Conto detalhes num momento mais oportuno. Vamos ao que interessa:

 

#5 Real English

Andei navegando por aí à procura de bons sites e me deparei com este aqui: Real English. São poucos os que oferecem o que este site – simples na aparência – tem a oferecer: o site apresenta várias lições de inglês em vídeos, que são publicados no Youtube, e nesses vídeos há lições de compreensão dos mesmos. O que mais gostei é que tudo no site é de graça, algo que acho relativamente raro hoje em dia, no que concerne ao ensino/aprendizado de línguas, e as lições são feitas com pessoas de várias partes do mundo, e é tudo real, como o próprio nome diz. Assisti um vídeo muito legal, cujo título era: “What are the French like?“, no qual várias pessoas do mundo eram entrevistadas a respeito do que achavam do povo francês. O legal é ouvir vários sotaques diferentes e também a possibilidade de ver os vídeos em certas versões: versão longa, versão longo com legendas, e versão curta para iniciantes. Achei demais!!! 🙂

11/04/2008

Sites para aprender inglês; #3

Sumi! É, realmente não posso nem tentar prometer algo relativo à frequência de posts, pois realmente não dá. Hoje fiquei emocionada ao entrar no bloco do meu apartamento e ver a porta da vizinha com um enfeitinho de Natal. Ele está chegando!!! Com toda certeza, este é o meu feriado favorito. E como as férias vêm junto, melhor ainda…

Ok, vamos ao que interessa! Achei meio desgastante essa idéia de fazer um Top Ten, pois a minha idéia inicial era de passar e comentar somente os sites que eu uso e frequento, mas acontece que, por eu ser professora, acesso mais sites relacionados ao ensino, ou seja, para professores, do que para alunos propriamente ditos. De qualquer jeito, pelo menos essa promessa eu vou cumprir!

 

#3 Non Stop English

É um sitezinho bem simples e sem gráficos, ao puro texto e gramática mesmo. Confesso que quando era adolescente (agora sou young adult) ficava horas fazendo exercícios nele. Talvez seja por isso que tenho falicidade com línguas, pois eu tenho prazer em aprendê-las. Nunca tive aquele gosto de estar aprendendo algum língua nova, porque desde que me dei conta a língua inglesa já estava “aqui” pra mim, sem qualquer esforço demasiado. Eu só fui ter essa experiência de realmente estar aprendendo algo novo com o latim e o francês. Bom, eu adoro o site, mesmo eles sendo simplezinho e às vezes repetitivo em alguns exercícios, mas me ajudou muito! No site você encontra exercícios para imprimir, exercícios para vários níveis (desde beginners à business), quotations, crosswords, artigos e muitos outros.

 

Dica

10 livros à R$8,90 cada, na Siciliano. Se todos fossem do meu interesse, compraria os 10! 🙂

10/15/2008

Ao mestre, com carinho

The mind is not a vessel to be filled, but a fire to be kindled.

Feliz Dia dos Professores! Pena que não seja feriado nacional… 😦

10/10/2008

Ter ou não ter?

Vira e mexe me deparo com alunos escrevendo e falando “I have x years old“. Esse é um dos erros mais banais em inglês, e o mais corriqueiro, eu diria. Se por ora aqui no Brasil dizemos “eu tenho x anos“, o mesmo não é válido na terra do Tio Sam. Lá, devemos sempre usar “I am/I’m x years old“. Acho válida a forma, pois se formos pensar que nós não temos anos – no sentido de posse – mas somos x anos velhos, já que a velhice é algo que se adquire com o tempo e não algo que se ganha, como um prêmio de loteria. Já pensou se alguém lhe falasse “parabéns! Você foi contemplado com mais x rugas!”.

Mudando de assunto…

Há certos professores e lingüístas (ainda não me acostumei a escrever sem o trema, ok?) que defendem o não-uso da língua materna no ensino de língua estrangeira, pois dizem que tal uso pode acarretar em maus hábitos como traduzir literalmente certas frases e etc. Mas eu sou do contra. Acho que se fizermos um uso da língua materna com parcimônia e cuidado, ela só vem a agregar valores no aprendizado da nova língua. Acho digno se, ao aprendermos algo complexo, fizermos uma analogia ou mostrarmos um elo de semelhança entre uma língua e outra, só temos a ganhar. E ainda nos poupa tempo. Nada mais frustrante do que tentar explicar através de mil formas algo simplesmente inexplicável. Também não são todos que têm a habilidade de entender bem e assimilar a gramática, um “objeto” tão arbitrário das línguas. Dessa forma, sou defensora de uma práxis mais flexível em relação aos alunos e sou totalmente contra as metodologias prontas de escolas de idiomas. Pra mim, se uma metodologia não é flexível a ponto de não poder mudar nada no método de ensino e nem nas aulas, de nada vale nossos esforços. Sem querer fazer jabá, mas por já ter trabalhado numa escola com uma coordenadora metida à déspota e com uma metodologia retrógrada, recomendo veementemente a escola em que trabalho: Yázigi Internexus. Educação não é aprender regras e conteúdos, é muito mais profundo do que isso, é um lugar onde acima de tudo, há a construção do próprio conhecimento. Vide Paulo Freire, que não cito agora pois não achei meu livro dele e porque a internet está uma merd*** hoje.