Archive for ‘Livros’

08/02/2011

My little piece of heaven

If there’s any kind of heaven out there, it’s gotta be somewhere with lots of books, just like my little piece of heaven:

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02/03/2011

Wise words

A word is a microcosm of human consciousness.” – Vygotsky

10/05/2009

E tudo mudou…

Achei lindo esse texto do LFV que encontrei na apostila da faculdade. Segue aqui:

E tudo mudou…

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
“Problemas de moça” viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê…
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do “não” não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou
em Maria Rita
Gal virou Fênix
Raul e Renato, Cássia e Cazuza, Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira…
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz… … De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.

– Luís Fernando Veríssimo

09/19/2009

O professor…

Long time no see!

O poema texto abaixo foi encontrado num blog o qual não me recordo qual foi… anyway, vou reproduzi-lo aqui porque gostei muito e mesmo quem é aluno vai entender tudo isso pelo o que nós (professores) passamos.

O PROFESSOR…

ESTÁ SEMPRE ERRADO!

Quando…
É jovem não tem experiência.
É velho está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta a Escola, é um “Caxias”.
Precisa faltar, é “turista”.
Conversa com os outros professores,
Está “malhando” os alunos.
Não conversa é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno,
Não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, “deu mole”.
É o professor está sempre errado,
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Revista do Professor de Matemática 36, 1998.–

04/22/2009

Amor de Perdição

Estou na metade do livro e só agora peguei gosto por ele mesmo. É aquele tipo de literatura “must read” por ser um clássico do romantismo, no qual a mocinha e o mocinho não podem ficar juntos ou porque um deles é pobre ou porque há briga entre as famílias de ambos. É quase desnecessário ler tais títulos porque o enredo é basicamente o mesmo, como dito acima. Acontece que, vira e mexe, você se depara ocmo umas frases de efeito tão impressionantes, que aí sim é que você pensa que esses clássicos devem ser lidos, até porque o nome já diz: clássico é clássico, não tem de ser cool, como a literatura best-seller (pelo menos de adolescentes) de hoje em dia demanda. Eis a frase que me encantou:

Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência. – BRANCO, Camilo Castelo: Amor de Perdição, pp. 70.

Vai dizer que isso não faz bem pro ego, esse orgulho ou a tal insaciabilidade humana?

Sinceramente, para ler esse livro tive que ter muita força de vontade. Me foi pedido para lê-lo durante esse semestre na faculdade para que eu faça uma resenha sobre ele, e as primeiras páginas foram as mais sofridas e difíceis. É aquele tipo de leitura que não flui, talvez por ter um vocabulário de época que até nos dicionários de hoje em dia não se encontra tais definições, mas creio que a principal dificuldade de leitura, pelo menos por parte dos adolescentes, seja a tal do maturidade intelectual, ou do conhecimento prévio, no qual é feito vários relatos e/ou referências a certos eventos que exigem um certo conhecimento prévio por parte do leitor, e aí dificulta ainda mais a leitura por ter de fazer pausas e reflexões.

De qualquer forma, vale a pena sim ler esse tipo de livro, pois mesmo que o enredo seja o mesmo, o conteúdo sempre traz surpresas e faz valer o tempo (bem) gasto e as reflexões feitas, o duro é convencer as pessoas que não têm hábitos de leitura a ler esses tipos de livros. Sabecumé, nessa geração de The Secret e afins, cremos que a força do pensamento é tudo, mas só quero ver onde fica a tal força de vontade…