Archive for outubro, 2008

10/29/2008

Dia do Livro

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Livro. Para mim, algo de puro significado, acho até que deveria virar feriado nacional (todas as ocasiões para mim deveriam ser feriados nacionais!) em prol da leitura. Sim! Já pensou, um dia no qual ninguém trabalharia, mas em compensação todos deveriam ler algum livro. Ok, no way… num país onde as pessoas lêem (ainda não me acostumei com as novas regras ortográficas) em média 1,8 livros por ano é algo no mínimo para se pensar. Vergonhosa, essa estatística. Eu, que me considero uma amante dos livros, devo tudo o que sou a eles. Sim, pois como diz o amado Mário Quintana: “Os livros não mudam o Mundo, quem muda o Mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” Em que mais posso crer?

 

 

Pra terminar, uma frase que marcou meus tempos de colegial, quando descobri esse autor:

Oh! Bendito o que semeia
Livros … livros à mão cheia …
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.

Castro Alves

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10/27/2008

Sites para aprender inglês; #1

Para aqueles que precisam de um “empurrãozinho” ou de um esforço extra pra se dar bem no inglês e aprender relativamente de forma mais rápida, resolvi criar um Top Five no estilo Top Five do CQC, mas destinado ao aprendizado e não ao simples objetivo de fazer chacota (vulgo ‘zombar’) dos infortúnios alheios. Prometo que vou tentar fazer essa lista em 5 dias corridos. 🙂

 

# 1: Livemocha

 

É um site que mais se parece com um Orkut, no sentido de “comunidade”, para quem quer aprender línguas, ou seja, é um lugar onde as pessoas se reunem para aprender novos idiomas e compartilhar conhecimentos, assim como para um ajudar ao outro e etc. Os cursos disponíveis até o momento são: alemão, espanhol, francês, hindi, inglês (normal e preparatório para o TOEFL), islandês, italiano, japonês, mandarim, português (Brasil) e russo. Os ingredientes são os seguintes: papel e lápis na mão, um fone de ouvido e um microfone (este último de caráter não obrigatório) e mãos à obra.

O segredo eu creio que seja de muita repetição. Então se prepare, pois o começo dos cursos de todas as línguas é aquela coisa bem básica, do tipo “The book is on the table”, mas eu garanto que funciona, tamanha a insistência. É assim que estou aprendendo francês! Fora que, você se cadastrando como professor, pode e será requisitado para corrigir lições de outros. Assim vê-se como o curso é bem interativo. Na primeira semana que me matriculei, fiquei viciada… pena que os compromissos me fizeram perder o ritmo completamente nas semanas seguintes. Mas o que vale é a fórmula dedicação + esforço, que o resultado pode tardar, mas não falha. Todos os cursos são divididos em níveis, a saber: básico, intermediário e avançado, e as lições são divididas em 5 fases: Aprender (ouvir frases de acordo com as figuras selecionadas), Leitura (na qual ao ler uma palavra você tem de clicar na miniatura que corresponde à mesma), Compreensão Oral (na qual você ouve uma palavra, em seguida clica na miniatura associada à palavra), Chamariz (ouve uma palavra ou frase, em seguida você arrasta a palavra correspondente para dentro da caixa), Escrita e Expressão Oral.

O legal é que no final de cada lição você se sente preparado o suficiente a ponto de conseguir escrever um pequeno parágrafo, mesmo que básico, na língua em que você está cursando. Acho isso incrível! Me inscrevi desacreditada em tal método, mas no final da lição lá estava eu escrevendo um mísero textinho em francês. É, eu consegui! E a minha dica é para que você anote as informações mais importantes num caderninho e vá separando as lições por conteúdo, tipo assunto, conteúdo gramatical, expressões e etc. Fiz isso no Word e já estou com tudo separadinho aqui para que possa consultar na hora de fazer minhas lições. Sem contar que no final de cada semana você recebe um relatório de progresso do seu curso. Enfim, recomendo a todos! Só não se esqueçam de me adicionar ao seu perfil. 😉

10/24/2008

Palestras online

Hoje em São Paulo, haverá durante o dia inteiro um ciclo de palestras de profissionais excelentes na área de ensino de idiomas, especificamente de inglês, na Disal. Até o Jack Scholes vai estar lá! Pena que no horário da palestra dele eu estarei em aula… mas pra quem pode comparecer, fica a dica. Mas, caso você não tenha condições de ir até São Paulo, há a possibilidade de assistir as palestras online e em tempo real. Mas atenção: é necessário ter acesso banda larga para poder assistir sem cortes.  Acesse o site aqui. É necessário também fazer um pequeno cadastro antes de acessar o site das palestras, porém é algo em torno de 20 segundos para os bons digitadores. 🙂

 

Segue as palestras e horários:

10/22/2008

Sobre o tempo

Hora ou outra aparece algum aluno que pergunta “teacher, você conhece algum livro de Inglês que é bom pra estudar em casa?”, sendo que este “em casa” se refere aos livros que servem para o atuo-estudo, algo que eu recomendo veementemente por desafiar e instigar a autonomia do aluno. Pois então, depois de muito trabalho, a página se encontra aqui. Vale lembrar que eu mesma só fiz um ano de curso de inglês na escola em que estudava, na APM Polivalente, e fiz uma entrevista oral para saber em qual nível eu me encontrava, e acabei indo para o intermediário. Achei ótimo, para alguém que nunca havia pisado numa escola do tipo. E se alguém me pergunta quanto tempo leva para aprender uma língua estrangeira, eu vos digo: o tempo é equivalente à sua dedicação. O que vale é a prática, o estudo, não o número de horas semanais que uma escola de inglês tem a oferecer. Neste caso, tanto faz ser uma ou duas vezes por semana, pois se você estuda inglês somente nas horas de aula do curso, acredito que esteja perdendo tempo e dinheiro. Principalmente para os “apressados”, não cobre dos outros (lê-se “o professor”) o que não lhe convém. Se você está disposto a aprender uma língua estrangeira, não espere que lhe apareçam oportunidades, crie você mesmo esse momento oportuno e se esforçe por si mesmo. O tempo deve ser nosso aliado, não nosso inimigo…

E se alguém me perguntar se é possível aprender alguma língua sozinho, num método autodidata, eu direi que é possível. Tomando o meu caso como exemplo, não só com inglês mas também com o francês e o latim, que acredito serem línguas bem mais densas, no sentido de “pesado”, acredito sim, no aprendizado independente da língua. Obviamente alguns me diriam que eu estaria desacreditando na minha própria profissão, ou sugerindo que as pessoas não se matriculem em cursos de idiomas, mas a questão que vale é outra: nem todas as pessoas possuem aptidão para um aprendizado autônomo de línguas. Veja bem, essa é a minha opinião. Não tenho dados científicos e tampouco compraváveis do que estou dizendo, apenas estou expressando a minha opinião. Penso que, assim como não tenho aptidão para aprender matemática, química e física sozinha, algumas pessoas encontrarão essas mesmas dificuldades em outros campos, como o aprendizado de línguas, por exemplo.

O professor no curso de idiomas tem um papel similar ao professor de escolas normais (lê-se escolas do ensino fundamental, médio e etc) mas tem mais a ver com motivação do que qualquer outro fator. É normal ao perguntar aos alunos “Why are you studying English?” (Por que você estuda inglês?) eles responderem “Because I need it at work” (porque o necessito no trabalho) ou “Because it’s important” (porque é importante). Apenas uma ínfima fração dos alunos, algo em torno de 5%, dirão: “Because I like it” (porque eu gosto de inglês). Obviamente esse fator motivacional faz muita diferença no aprendizado, pois aluno desmotivado = aprendizado fracassado. Quantos alunos que precisam de inglês já passaram por várias escolas? Isso é algo normal entre os desmotivados. Ou isso ou eles simplesmentem desistem, pensam que não é algo para si, que não é capaz, etc. Eis porque acho que o principal papel do professor de idiomas é a motivação, pura e simplesmente. É ela quem instiga, provoca, suscita o pensamento à reflexão, e principalmente, motiva. Sugiro então que, antes de se matricular em alguma escola de idiomas, procure assistir às aulas de alguma turma e veja se o professor e o curso são interessantes o suficiente, a ponto de te querer fazer voltar para a próxima aula. E é claro, depois de ter se matriculado, se esforce no curso e estudo o dobro em casa!

😉

10/15/2008

Ao mestre, com carinho

The mind is not a vessel to be filled, but a fire to be kindled.

Feliz Dia dos Professores! Pena que não seja feriado nacional… 😦