Posts tagged ‘Livros’

08/02/2011

My little piece of heaven

If there’s any kind of heaven out there, it’s gotta be somewhere with lots of books, just like my little piece of heaven:

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04/22/2009

Amor de Perdição

Estou na metade do livro e só agora peguei gosto por ele mesmo. É aquele tipo de literatura “must read” por ser um clássico do romantismo, no qual a mocinha e o mocinho não podem ficar juntos ou porque um deles é pobre ou porque há briga entre as famílias de ambos. É quase desnecessário ler tais títulos porque o enredo é basicamente o mesmo, como dito acima. Acontece que, vira e mexe, você se depara ocmo umas frases de efeito tão impressionantes, que aí sim é que você pensa que esses clássicos devem ser lidos, até porque o nome já diz: clássico é clássico, não tem de ser cool, como a literatura best-seller (pelo menos de adolescentes) de hoje em dia demanda. Eis a frase que me encantou:

Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência. – BRANCO, Camilo Castelo: Amor de Perdição, pp. 70.

Vai dizer que isso não faz bem pro ego, esse orgulho ou a tal insaciabilidade humana?

Sinceramente, para ler esse livro tive que ter muita força de vontade. Me foi pedido para lê-lo durante esse semestre na faculdade para que eu faça uma resenha sobre ele, e as primeiras páginas foram as mais sofridas e difíceis. É aquele tipo de leitura que não flui, talvez por ter um vocabulário de época que até nos dicionários de hoje em dia não se encontra tais definições, mas creio que a principal dificuldade de leitura, pelo menos por parte dos adolescentes, seja a tal do maturidade intelectual, ou do conhecimento prévio, no qual é feito vários relatos e/ou referências a certos eventos que exigem um certo conhecimento prévio por parte do leitor, e aí dificulta ainda mais a leitura por ter de fazer pausas e reflexões.

De qualquer forma, vale a pena sim ler esse tipo de livro, pois mesmo que o enredo seja o mesmo, o conteúdo sempre traz surpresas e faz valer o tempo (bem) gasto e as reflexões feitas, o duro é convencer as pessoas que não têm hábitos de leitura a ler esses tipos de livros. Sabecumé, nessa geração de The Secret e afins, cremos que a força do pensamento é tudo, mas só quero ver onde fica a tal força de vontade…

12/31/2008

Comentando livros #1

Sumi e com isso acumulei 2.864 spams no blog. Um absurdo! De onde vem isso, gente?

Pois bem, estou em férias desde o dia 21/12, ou seja, há quase duas semanas. Volto só dia 12/01, ó que maravilha?! (Aliás, reparem nos números cabalísticos 21/12 – 12/01 hahahaha)

Hoje irei inaugurar uma nova série no blog: Comentando livros. Vou escrever a sinopse e dar minha opinião sobre o livro, lembrando que isso é algo completamente pessoal, e que eu estou longe de ser uma crítica literária com tais fins. Vamos lá:

 

Comentando livros #1: Gatão Apaixonado, por Tim O’Brien

Sinopse: A história de um professor de lingüística e veterano da Guerra do Vietnã – onde ganhou uma medalha por feitos honrosos – é revista quando decide avaliar sua vida, aos 49 anos. Suas paixões e desilusões amorosas são passadas a limpo por meio de uma narrativa corrosiva e bem-humorada.

Opinião: Simplesmente adorei o livro. É incrível como eu me identifico em vários aspectos com o Thomas Chippering – exceto nos aspectos extraconjugais – e tenho as mesmas idéias que ele. Cito uma frase que me marcou:

Repetindo: a linguagem é um organismo que evolui separadamente dentro de cada um de nós. Dá pontapés, feito um bebê no útero. Sussurra segredos para o nosso sangue.

É um livro não só sobre os encontros amorosos, mas também fala sobre as palavras, seus significados e o peso que elas carregam em nós. Fala também sobre traumas, desilusões, e de um amor sagrado.

A capa do livro é horrível, já vou dizendo. Também o título não colabora. Em inglês o título é “Tomcat In Love”, e eu achei a tradução bem literal, bem “nua e crua”. Enfim, não o julguem pela capa, por favor; em vez disso confiem mais no autor, Tim O’Brien, que já recebeu vários prêmios literários aclamados pelo público e pela mídia.

Demorei para terminar de ler o livro, mas acho que eu estava tentando adiar o inadiável: o fim. Me identifiquei tanto com certas idéias contidas nele, que agora que o livro acabou, me deu um vazio… sabe aquele vazio de final de livro? Anteontem e ontem me peguei pensando várias vezes no rumo que a história poderia ter seguido, nos personagens, e fiquei com essa sensação por um bom tempo. Aposto que todos os aficcionados por leitura já sentiram isso, e não deixa de ser algo constante em nossas vidas.

12/04/2008

Gatão Apaixonado

O mundo uiva e enterra as garras nos nossos corações. Chamamos isso de memória.

As palavras contêm o passado da maneira que o compensado contém o vôo? Somos machucdos a cada dia de nossas vidas por colisões silábicas, nossos espíritos vergastados por combinações de vogais e consoantes? Num coquetel, digamos, ou num jogo de futebol, ou no casamento da nossa filha, você sentiria a Morte penetrando nas suas costelas se alguém pronunciasse o nome do seu ex-marido? Uma cor pode provocar sonhos ruins? Um milharal pode fazer você chorar? Nós irradiamos palavras pelas vidas que levamos? (…) Uma palavra pode fazer o seu coração parar, como se fosse arsênico?

Todos nós, sem dúvida, temos os nossos demônios. De um jeito ou de outro, somos perseguidos pelos fantasmas do nosso próprio passado, nossos amores perdidos, nossas burradas, nossas promessas quebradas, esposas entristecidas e filhos desaparecidos. E uma única tulipa é suficiente para nos lembrar disso.

 

Essas frases foram tiradas do livro Gatão Apaixonado, por Tim O’Brien.
Não, não liguem pro título. É o livro lindo que estou lendo. O nome é feio, confesso. Mas já que não se pode julgar um livro pela capa, tampouco devemos julgá-lo pelo título. Paguei R$9,90 nas Lojas Americanas, há algum tempo, e só o comprei porque o personagem principal é um catedrático de linguística – algo que o autor-narrador faz questão de reiterar ao longo da história. Impressões negativas à parte, o livro é lindo. Lindo lindo lindo. Homem com sensibilidade é tudo. E o que dizer de um homem perdidamente apaixonado, que de repente vê-se renegado, traído, trocado… daí surgem-se as reflexões em meio às histórias de sua vida, que mexeram com a minha também. Essas citações foram as melhores que li até agora, já que ainda não terminei o livro. É que não podia ficar sem dar meu testemunho… se eu mostrar pro meu namorado que estou lendo isso, aposto que ele iria rir da minha cara, no mínimo. Não me importa, porém. Só nós, mulheres, sabemos o que nos toca.
Portanto, me deem licença que eu vou logo ali retomar a minha leitura. 😉

10/29/2008

Dia do Livro

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Livro. Para mim, algo de puro significado, acho até que deveria virar feriado nacional (todas as ocasiões para mim deveriam ser feriados nacionais!) em prol da leitura. Sim! Já pensou, um dia no qual ninguém trabalharia, mas em compensação todos deveriam ler algum livro. Ok, no way… num país onde as pessoas lêem (ainda não me acostumei com as novas regras ortográficas) em média 1,8 livros por ano é algo no mínimo para se pensar. Vergonhosa, essa estatística. Eu, que me considero uma amante dos livros, devo tudo o que sou a eles. Sim, pois como diz o amado Mário Quintana: “Os livros não mudam o Mundo, quem muda o Mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” Em que mais posso crer?

 

 

Pra terminar, uma frase que marcou meus tempos de colegial, quando descobri esse autor:

Oh! Bendito o que semeia
Livros … livros à mão cheia …
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.

Castro Alves