Archive for ‘Escritos’

09/19/2009

O professor…

Long time no see!

O poema texto abaixo foi encontrado num blog o qual não me recordo qual foi… anyway, vou reproduzi-lo aqui porque gostei muito e mesmo quem é aluno vai entender tudo isso pelo o que nós (professores) passamos.

O PROFESSOR…

ESTÁ SEMPRE ERRADO!

Quando…
É jovem não tem experiência.
É velho está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta a Escola, é um “Caxias”.
Precisa faltar, é “turista”.
Conversa com os outros professores,
Está “malhando” os alunos.
Não conversa é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno,
Não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, “deu mole”.
É o professor está sempre errado,
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Revista do Professor de Matemática 36, 1998.–

05/11/2009

25 mensagens motivacionais para TESOL teachers

Achei interessante esee texto publicado no blog do professor Alex Case e resolvi publicá-lo aqui. Não dá pra eu traduzir porque algumas partes ficariam sem sentido, portanto eu acho que o texto só será bem compreendido por quem é professor de inglês para falantes de outras línguas (tradução da sigla TESOL) – isso é bem de acordo com o que estou estudando na faculdade, que por acaso é Coesão & Coerência – logo, se um texto não faz parte do seu conhecimento textual, ele não lhe será coerente, ou seja, não fará sentido para você.

Sem mais, vamos às mensagens:

—–

*Positive messages to chant to yourself in front of the mirror or record on your iPod include:

1. “I will make my students love English so much that they cry when they can’t come to class”
2. “Having no money is good for my karma and the environment”
3. “I am totally psyched about teaching adverbs of frequency”
4. “The Present Perfect Continuous is all part of God’s great but mysterious plan”
5. “I was put on the planet to correct dependant prepositions”
6. “Everyone must find their own purpose in life, and I have found mine in teaching collocations”
7. “Connected speech is beautiful, and so am I”
8. “It is my life’s mission to protect the apostrophe from abuse”
9. “There is no such thing as a student who can’t pronounce th”
10. “Nothing is impossible, not even teaching every phrasal verb that could come up in the Cambridge Proficiency exam”
11. “Every day in every way, my knowledge of adverbs is getting better and better/ my speaking speed is getting slower and slower”
12. “A good warmer is better than sex”
13. “If someone moves my cheese, I’ll just steal their lesson plans”
14. “Time spent with Jeremy Harmer can never be wasted”
15. “If I can just make my students feel the passion that I feel right now for correct punctuation, nothing will be able to stop me”
16. “The quest to become more like John and Liz Soars starts with a single step”
17. “If someone has moved my cheese, I’ll just take it as part of a mingle activity”
18. “If I can do this humanistic language teaching warmer without dying of shame, for the rest of my life I will have nothing to fear”
19. “Reducing my self esteem with the use of mime and slapstick humour in class is another step towards satori
20. “Teaching Headway/ the Present Simple/ with PPP again is like the wax on wax off in Karate Kid– tedious-seeming but essential training for the sudden appearance of TEFL superpowers”
21. “Every new edition of Headway is like a new chapter in my life”
22. “Today is the day when I’ll understand the difference between ‘going to’ and ‘will’”
23. “No two lessons about Seamus Mc Sporran- The Man with 13 Jobs are really the same, just like you can’t step in the same river twice”
24. “If I can finish today knowing that I taught some 3 year olds animal noises in English, I will be able to die a fulfilled and happy man”
25. “Da da daaaa, da da daaaaa, da da daaa da da daaa, da da daaaa, da da da da da da” etc.
The last one obviously being the theme tune from Rocky, which you can even have playing as you come into class if you like. The rest of them you can combine with jazz chants practice by saying them over and over while jogging round the park or doing circuit training in the gym.

*Nota: as mensagens são de autoria de Alex Case.

*Note: those messages were written by Alex Case.

01/12/2009

Onze fatos sobre língua e linguagem

Tradução livre, por Ludmila Prates.

(Estas são as revisões de algumas idéias primeiramente formuladas em uma Conferência sobre Linguística e Aquisição da Linguagem pela MLA (Modern Language Association of America), em maio de 1963.)

1. Fala é um ou mais sons feitos pelos seres humanos para fins comunicativos. Linguagem é comunicação1.

2. Idiomas são diferentes, não somente por terem diferentes palavras para coisas diferentes, mas pelas diferentes formas de disposição das palavras para se expressar perante à realidade.

3. Uma língua é mais do que somente uma sequência de palavras; pessoas também se comunicam por outros meios através da estrutura, entonação, agudeza de som e pausas.

4. Mudanças na linguagem dependem do tempo, lugar, nível social e estilístico. Essas mudanças não corrompem a língua, pois são características intrínsecas de todos os idiomas.

5. Fala e escrita são diferentes, embora relacionados, sistemas de linguagem. Em todas as línguas, a fala precede a escrita. A maioria dos idiomas no mundo ainda não possui um sistema de escrita.

6. Língua não tem nada a ver com raça e etnia. Povos primitivos não falam línguas “primitivas”. As línguas de culturas simples (“povos primitivos”) não são necessariamente mais simples do que as línguas de culturas complexas.

7. Inglês soa tão estranho para um estrangeiro que não fala inglês quanto uma língua estrangeira em relação a um falante inglês monolíngue.

8. Línguas diferentes têm tabus diferentes. Em inglês, Good Lord! soa (no som) mais suave do que Good God!, embora tenham o mesmo significado. Em hebraico antigo, a palavra para Deus, “IHVH” era não mencionável; portanto, sempre usavam outra palavra para substituí-la.

9. Palavras para “a mesma coisa” em dois idiomas não são “igual uma à outra”, ao menos que ambos o significado e a conotação correspondam, o que raramente acontece.2

10. Significado lexical (vocábulos), expressos pela seleção de palavras (homem alto, homem baixo), devem ser discernidos de significado gramatical, expresso pelas inflecções (falar, falei), ou disposição na frase (em português, por ex.: autor defunto e defunto autor não significam a mesma coisa se analisados pela ordem das palavras).

11. Nenhuma língua é propriamente difícil. Se a fosse, os povos que a falam rapidamente iriam simplificá-la. Qualquer criança normal tem um certo controle sobre sua própria linguagem quando vai para a escola.

Notas

1. Language em inglês abrange três possível traduções: língua, idioma  e linguagem. Língua é e representa, além da fala, o idioma que certo povo fala, enquanto a linguagem abrange a escrita e suas formas de expressão, como linguagem de sinais, linguagem cinematográfica, matemática, etc.

2. Em inglês, tomemos como exemplo a palavra “egg”. O correspondente para a mesma palavra, em português, seria “ovo”, embora se disséssemos “bad egg” não estaríamos nos referindo um “ovo mal” em inglês, no sentido de estragado e/ou podre, mas sim a um “mau sujeito”, algo que não corresponde à versão em português para “ovo mal”.

Referência bibliográfica

FINOCCHIARO, Mary e BONOMO, Michael. The Foreign Language Learner: A Guide for Teachers. Regents Publishing Company, Inc, 1973. 8 p.

10/07/2008

Vícios

Não, não é sobre vícios banais do tipo álcool, cigarro e drogas que irei falar, muito menos da canção do Charlie Brown Jr. – ecati! É sobre vícios de linguagem, cuja significação copio descaradamente do Wikipédia (apenas uma parte): Vícios de linguagem são, segundo Napoleão Mendes de Almeida, palavras ou construções que deturpam, desvirtuam ou dificultam a manifestação do pensamento, seja pelo desconhecimento das normas cultas, seja pelo descuido do emissor.

No ambiente de trabalho, com as pessoas as quais trabalhamos juntos, é inevitável deixar de reparar em certas características que elas (pessoas) apresentam: nos trajes, estilos, trejeitos e até no falar. E foi neste último que eu reparei numa colega de trabalho. Toda vez que ela usa o verbo precisar, ela o segue da preposição de. Preciso de ir ao banco! Preciso de fazer a lição. Preciso de fazer o pagamento (opa!). Eu, como um ser muito curioso, fiquei a refletir se a tal regência do verbo estava correta. Mas confesso, a preguiça me impossibilitou de achar a resposta o quanto antes fosse possível. Cá estou eu, hoje, depois de ter acordado com um espírito literário – culpa por ter ido dormir depois de ler Lima Barreto – resolvi investigar a tal questão: qual a regência verbal de precisar? Lá vou eu dar uma Wikipediada (verbo inventado por mim, prevendo o futuro, já que existe até Googlada). O tal erro de regência é chamado de solecismo, ao que o site diz: Solecismo é uma inadequação na estrutura sintática da frase com relação à gramática normativa do idioma. OK, Wiki, você já ajudou demais, mas gora é hora de apelar para o meu querido Manual de Redação e Estilo (O Estado de S. Paulo), por Eduardo Martins. Vou transcrever a parte referente ao verbo, que se encontra na página 247:

Precisar. 1— Precisar alguma coisa (indicar com precisão, particularizar): Não soube precisar o dia da partida. / Ele precisou suas necessidades. 2 — No sentido de ter necessidade, prefira a regência indireta do verbo: O país precisa de novos empregos. / Todos precisamos de estímulo no trabalho. / Precisa-se de empregados. / Este é o livro de que ele precisa. / Era tudo de que precisava. Com infinitivo, porém dispense a preposição: Precisamos sair. / A empresa precisa contratar novos empregados. / Eles precisam ir embora ainda hoje.

E não é que meu pensamento estava correto? Agora é não esquecer: antes do infinitivo, esqueça de. De que precisamos dele neste caso, né?

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Referências

Wikipédia: http://pt.wikipedia.org

MARTINS, Eduardo. Manual de Redação e Estilo. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 1990. 247 p.