10/05/2009

E tudo mudou…

Achei lindo esse texto do LFV que encontrei na apostila da faculdade. Segue aqui:

E tudo mudou…

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
“Problemas de moça” viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê…
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do “não” não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou
em Maria Rita
Gal virou Fênix
Raul e Renato, Cássia e Cazuza, Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira…
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz… … De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.

– Luís Fernando Veríssimo

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09/19/2009

O professor…

Long time no see!

O poema texto abaixo foi encontrado num blog o qual não me recordo qual foi… anyway, vou reproduzi-lo aqui porque gostei muito e mesmo quem é aluno vai entender tudo isso pelo o que nós (professores) passamos.

O PROFESSOR…

ESTÁ SEMPRE ERRADO!

Quando…
É jovem não tem experiência.
É velho está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta a Escola, é um “Caxias”.
Precisa faltar, é “turista”.
Conversa com os outros professores,
Está “malhando” os alunos.
Não conversa é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno,
Não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, “deu mole”.
É o professor está sempre errado,
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Revista do Professor de Matemática 36, 1998.–

06/06/2009

It’s all about punctuation

Quem é bom leitor sabe que uma vírgula pode fazer enorme diferença de sentido na frase e/ou texto.  Eu mesma tenho uma certa dificuldade em encaixá-las nos meus textos, porém para melhor usá-las encaro o texto como se fosse um exercício de respiração, ou seja, uso-as quando sinto que preciso de uma “pausa”, como que para tomar fôlego e assim seguir adiante. É assim o jeito certo? É errado? Talvez. É apenas o jeito que encontrei para melhor facilitar a relação semântica entre mim, as vírgulas, e o texto.

Certa vez mandei para o meu namorado um poema muito interessante que ilustrava bem essa relação, mas ele simplesmente não entendeu o poema. Nem preciso dizer que o problema é que o meu namorado simplesmente não soube interpretar o que estava escrito, ou melhor, não soube ler corretamente. Isso é um exercício reflexivo, constante.

Entretanto, o objetivo do post não é ensinar como usar a vírgula, mas para deixar registrado uma piada encontrada num site* e que ilustra exatamente o que quero dizer com o post. Leia atentamente e com cuidado:

 

Punctuation*

An English teacher wrote these words on the whiteboard: “woman without her man is nothing”. The teacher then asked the students to punctuate the words correctly.

The men wrote: “Woman, without her man, is nothing.”

The women wrote: “Woman! Without her, man is nothing.”

* Encontrado em: http://www.englishclub.com/esl-jokes/3~index.htm

05/11/2009

25 mensagens motivacionais para TESOL teachers

Achei interessante esee texto publicado no blog do professor Alex Case e resolvi publicá-lo aqui. Não dá pra eu traduzir porque algumas partes ficariam sem sentido, portanto eu acho que o texto só será bem compreendido por quem é professor de inglês para falantes de outras línguas (tradução da sigla TESOL) – isso é bem de acordo com o que estou estudando na faculdade, que por acaso é Coesão & Coerência – logo, se um texto não faz parte do seu conhecimento textual, ele não lhe será coerente, ou seja, não fará sentido para você.

Sem mais, vamos às mensagens:

—–

*Positive messages to chant to yourself in front of the mirror or record on your iPod include:

1. “I will make my students love English so much that they cry when they can’t come to class”
2. “Having no money is good for my karma and the environment”
3. “I am totally psyched about teaching adverbs of frequency”
4. “The Present Perfect Continuous is all part of God’s great but mysterious plan”
5. “I was put on the planet to correct dependant prepositions”
6. “Everyone must find their own purpose in life, and I have found mine in teaching collocations”
7. “Connected speech is beautiful, and so am I”
8. “It is my life’s mission to protect the apostrophe from abuse”
9. “There is no such thing as a student who can’t pronounce th”
10. “Nothing is impossible, not even teaching every phrasal verb that could come up in the Cambridge Proficiency exam”
11. “Every day in every way, my knowledge of adverbs is getting better and better/ my speaking speed is getting slower and slower”
12. “A good warmer is better than sex”
13. “If someone moves my cheese, I’ll just steal their lesson plans”
14. “Time spent with Jeremy Harmer can never be wasted”
15. “If I can just make my students feel the passion that I feel right now for correct punctuation, nothing will be able to stop me”
16. “The quest to become more like John and Liz Soars starts with a single step”
17. “If someone has moved my cheese, I’ll just take it as part of a mingle activity”
18. “If I can do this humanistic language teaching warmer without dying of shame, for the rest of my life I will have nothing to fear”
19. “Reducing my self esteem with the use of mime and slapstick humour in class is another step towards satori
20. “Teaching Headway/ the Present Simple/ with PPP again is like the wax on wax off in Karate Kid– tedious-seeming but essential training for the sudden appearance of TEFL superpowers”
21. “Every new edition of Headway is like a new chapter in my life”
22. “Today is the day when I’ll understand the difference between ‘going to’ and ‘will’”
23. “No two lessons about Seamus Mc Sporran- The Man with 13 Jobs are really the same, just like you can’t step in the same river twice”
24. “If I can finish today knowing that I taught some 3 year olds animal noises in English, I will be able to die a fulfilled and happy man”
25. “Da da daaaa, da da daaaaa, da da daaa da da daaa, da da daaaa, da da da da da da” etc.
The last one obviously being the theme tune from Rocky, which you can even have playing as you come into class if you like. The rest of them you can combine with jazz chants practice by saying them over and over while jogging round the park or doing circuit training in the gym.

*Nota: as mensagens são de autoria de Alex Case.

*Note: those messages were written by Alex Case.

04/22/2009

Amor de Perdição

Estou na metade do livro e só agora peguei gosto por ele mesmo. É aquele tipo de literatura “must read” por ser um clássico do romantismo, no qual a mocinha e o mocinho não podem ficar juntos ou porque um deles é pobre ou porque há briga entre as famílias de ambos. É quase desnecessário ler tais títulos porque o enredo é basicamente o mesmo, como dito acima. Acontece que, vira e mexe, você se depara ocmo umas frases de efeito tão impressionantes, que aí sim é que você pensa que esses clássicos devem ser lidos, até porque o nome já diz: clássico é clássico, não tem de ser cool, como a literatura best-seller (pelo menos de adolescentes) de hoje em dia demanda. Eis a frase que me encantou:

Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência. – BRANCO, Camilo Castelo: Amor de Perdição, pp. 70.

Vai dizer que isso não faz bem pro ego, esse orgulho ou a tal insaciabilidade humana?

Sinceramente, para ler esse livro tive que ter muita força de vontade. Me foi pedido para lê-lo durante esse semestre na faculdade para que eu faça uma resenha sobre ele, e as primeiras páginas foram as mais sofridas e difíceis. É aquele tipo de leitura que não flui, talvez por ter um vocabulário de época que até nos dicionários de hoje em dia não se encontra tais definições, mas creio que a principal dificuldade de leitura, pelo menos por parte dos adolescentes, seja a tal do maturidade intelectual, ou do conhecimento prévio, no qual é feito vários relatos e/ou referências a certos eventos que exigem um certo conhecimento prévio por parte do leitor, e aí dificulta ainda mais a leitura por ter de fazer pausas e reflexões.

De qualquer forma, vale a pena sim ler esse tipo de livro, pois mesmo que o enredo seja o mesmo, o conteúdo sempre traz surpresas e faz valer o tempo (bem) gasto e as reflexões feitas, o duro é convencer as pessoas que não têm hábitos de leitura a ler esses tipos de livros. Sabecumé, nessa geração de The Secret e afins, cremos que a força do pensamento é tudo, mas só quero ver onde fica a tal força de vontade…