Língua Minha

03/07/2009

The English Language

Arquivado em: Leituras, Sites — Tags: — Ludmila Prates @ 3:34 am

Oi, meu primeiro nome é sumiço, e meu segundo é preguiça. Sério, estou com alguns livros com resenhas a fazer e até agora nada. Este final de semana vou ler um muito engraçado, mas só darei mais detalhes numa outra ocasião. :)

Enquanto isso, segue um poema muito curioso em inglês, achado no site Aha! Jokes.

 

The English Language

Have you ever wondered why foreigners have trouble with the English Language?

Let’s face it
English is a stupid language.
There is no egg in the eggplant
No ham in the hamburger
And neither pine nor apple in the pineapple.
English muffins were not invented in England
French fries were not invented in France.

We sometimes take English for granted
But if we examine its paradoxes we find that
Quicksand takes you down slowly
Boxing rings are square
And a guinea pig is neither from Guinea nor is it a pig.

If writers write, how come fingers don’t fing.
If the plural of tooth is teeth
Shouldn’t the plural of phone booth be phone beeth
If the teacher taught,
Why didn’t the preacher praught.

If a vegetarian eats vegetables
What the heck does a humanitarian eat!?
Why do people recite at a play
Yet play at a recital?
Park on driveways and
Drive on parkways

You have to marvel at the unique lunacy
Of a language where a house can burn up as
It burns down
And in which you fill in a form
By filling it out
And a bell is only heard once it goes!

English was invented by people, not computers
And it reflects the creativity of the human race
(Which of course isn’t a race at all)

That is why
When the stars are out they are visible
But when the lights are out they are invisible
And why it is that when I wind up my watch
It starts
But when I wind up this observation,
It ends.

02/06/2009

Resenha: “Do Yázigi à Internexus”

Arquivado em: Leituras, Livros, Pessoal — Ludmila Prates @ 12:12 pm

Título: “Do Yázigi à Internexus – Uma viagem pelos 50 anos de uma franquia brasileira que se tornou global”

Confesso que protelei o máximo que pude fazer esta resenha crítica, afinal, “juntar” quase 60 anos de história num livro e deste mesmo resumo ter de resumir tudo em alguns breves parágrafos não é algo fácil. São 320 páginas com traços de subjetividade – porém sem perder a lucidez – de alguém que desde sempre esteve presente na história desse instituto de ensino que se tornou global. O autor é nada menos que o atual CEO (Chief Executive Officer, diretor-geral) da Internexus, Inc e do Yázigi Internexus, Ricardo Young Silva, que também trabalha em e coordena várias outras empresas, enfim, ele é uma pessoa polivalente, e só isso daria assunto para uma outra resenha (ou biografia).

O Instituto de Idiomas Yázigi foi fundado em 1950 por César Yázigi e Fernando Heráclito Silva (pai de Fernando Young Silva) e sua primeira escola foi fundada na cidade de São Paulo. César Yázigi, já falecido e cujo sobrenome deu nome à escola, depois de algum tempo em sociedade com Fernando H. Silva, decidiu voltar para os Estados Unidos e deixou a franquia para a família Young Silva. Fernando H. Silva atualmente residem em Salvador, Bahia.

O Yázigi se destacou em sua época por sua didática e metodologia inovadoras. Em um tempo em que reinavam escolas binacionais, como a Cultura Inglesa e o Instituto Cultural Brasil Estados Unidos, o Yázigi mostrou que, apesar de se tratar de uma língua estrangeira, era (e é) possível ensiná-la através da realidade do aluno, fundamentando-se nos métodos do já famoso educador Paulo Freire. Um símbolo disso foi o primeiro logotipo da empresa, que tinha como cores o verde e o amarelo, fazendo alusão à bandeira brasileira, ao invés dos tradicionais azul e vermelho que representavam as cores da nação americana. Suas aulas, a princípio ministradas por César Yázigi, eram dinâmicas e cheias de vitalidade, algo inusitado, pois na época o ensino de inglês era baseado em textos literários e costumava ser “silencioso” e de uma postura comedida. Posteriormente, como advento do CLA – Centro de Linguística Aplicada, o primeiro da América Latina – e com a criação de programas de ensino como o JEP – Junior English Program, atual Magic Links – coordenado por sua mãe, Catherine Young Silva, é que escola foi ganhando cada vez mais notoriedade. Este programa foi premiado pela Unesco e Catherine foi contratada como consultora da Unesco na elaboração de materiais didáticos para ensino de língua em países em desenvolvimento. O CLA tem objetivo de pesquisar e desenvolver materiais didáticos para a rede e o primeiro responsável pelo centro foi o eminente linguista Francisco Gomes de Matos, atual professor da UFPE. Com a ida de César Yázigi para os EUA, houve o surgimento da idéia de tornar a empresa internacional. Foi assim, rusticamente falando, que surgiu o Internexus e algumas outras unidades espalhadas pelo mundo. O livro também discorre sobre a contribuição do Yázigi para o surgimento e expansão do sistema de franchising, algo que para mim ficou confuso, pois confesso que não entendo nada de administração, ao contrário do Fernando Young Silva, que é formado na área pela GV. Dentre toda a história que permeia o livro, não posso deixar de citar Itamar Heráclio Góes Silva, que é tio de Ricardo e foi e continua sendo uma peça fundamental para a empresa.

No que concerne as minhas impressões sobre o livro, posso dizer que são as melhores. Fiquei sabendo várias coisas não só sobre o Yázigi em si, mas também em relação à época, os costumes e etc. E quando disse que o Ricardo Young Silva é polivalente, não foi só por dizer, pois ele foi o fundador da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e é coordenador do World Business Academy, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, presidente do UniEthos, coordenador Nacional do PNBE, fundador e membro do conselho da Transparência Brasil e do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, presidente do Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças e conselheiro da Fundação Ronald McDonald. Além disso, ele é membro ativo de diversas ONGs, é também membro do conselho do AccountAbility /Londres e representa o Instituto Ethos em fóruns do Global Compact (ONU). É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do Governo Federal.
É pouco ou quer mais?

O Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças (CBFC) foi fundado por sua mãe, Catherine Young Silva, e apresenta uma proposta bem interessante de abordagem filosófica nas salas de aula, nada como “hoje vamos estudar Platão” mas sim referente às reflexões e implicações de certos atos e ações.

01/12/2009

Onze fatos sobre língua e linguagem

Arquivado em: Escritos, Estudos, Linguagem, Lingüística, Livros — Tags:, , , — Ludmila Prates @ 3:23 pm

Tradução livre, por Ludmila Prates.

(Estas são as revisões de algumas idéias primeiramente formuladas em uma Conferência sobre Linguística e Aquisição da Linguagem pela MLA (Modern Language Association of America), em maio de 1963.)

1. Fala é um ou mais sons feitos pelos seres humanos para fins comunicativos. Linguagem é comunicação1.

2. Idiomas são diferentes, não somente por terem diferentes palavras para coisas diferentes, mas pelas diferentes formas de disposição das palavras para se expressar perante à realidade.

3. Uma língua é mais do que somente uma sequência de palavras; pessoas também se comunicam por outros meios através da estrutura, entonação, agudeza de som e pausas.

4. Mudanças na linguagem dependem do tempo, lugar, nível social e estilístico. Essas mudanças não corrompem a língua, pois são características intrínsecas de todos os idiomas.

5. Fala e escrita são diferentes, embora relacionados, sistemas de linguagem. Em todas as línguas, a fala precede a escrita. A maioria dos idiomas no mundo ainda não possui um sistema de escrita.

6. Língua não tem nada a ver com raça e etnia. Povos primitivos não falam línguas “primitivas”. As línguas de culturas simples (“povos primitivos”) não são necessariamente mais simples do que as línguas de culturas complexas.

7. Inglês soa tão estranho para um estrangeiro que não fala inglês quanto uma língua estrangeira em relação a um falante inglês monolíngue.

8. Línguas diferentes têm tabus diferentes. Em inglês, Good Lord! soa (no som) mais suave do que Good God!, embora tenham o mesmo significado. Em hebraico antigo, a palavra para Deus, “IHVH” era não mencionável; portanto, sempre usavam outra palavra para substituí-la.

9. Palavras para “a mesma coisa” em dois idiomas não são “igual uma à outra”, ao menos que ambos o significado e a conotação correspondam, o que raramente acontece.2

10. Significado lexical (vocábulos), expressos pela seleção de palavras (homem alto, homem baixo), devem ser discernidos de significado gramatical, expresso pelas inflecções (falar, falei), ou disposição na frase (em português, por ex.: autor defunto e defunto autor não significam a mesma coisa se analisados pela ordem das palavras).

11. Nenhuma língua é propriamente difícil. Se a fosse, os povos que a falam rapidamente iriam simplificá-la. Qualquer criança normal tem um certo controle sobre sua própria linguagem quando vai para a escola.

Notas

1. Language em inglês abrange três possível traduções: língua, idioma  e linguagem. Língua é e representa, além da fala, o idioma que certo povo fala, enquanto a linguagem abrange a escrita e suas formas de expressão, como linguagem de sinais, linguagem cinematográfica, matemática, etc.

2. Em inglês, tomemos como exemplo a palavra “egg”. O correspondente para a mesma palavra, em português, seria “ovo”, embora se disséssemos “bad egg” não estaríamos nos referindo um “ovo mal” em inglês, no sentido de estragado e/ou podre, mas sim a um “mau sujeito”, algo que não corresponde à versão em português para “ovo mal”.

Referência bibliográfica

FINOCCHIARO, Mary e BONOMO, Michael. The Foreign Language Learner: A Guide for Teachers. Regents Publishing Company, Inc, 1973. 8 p.

01/06/2009

Sites para aprender inglês; #2

Arquivado em: Internet, Livros, Sites — Tags:, , — Ludmila Prates @ 12:43 pm

Obs.: ao importar os posts do meu antigo endereço, esse post não foi importado juntamente com os outros. Por isso o post está fora de ordem e de data (foi publicado em 28/10/2008).

 

If we do only what is required of us we are slaves, the moment we do more we are free. – Cicero

 

#2: Inglês na Ponta da Língua

Este site, na verdade um blog, é de um famoso autor de livros de inglês – Denilso de Lima – como o livro que dá título ao blog e “Por que é Assim e não Assado?“. Eu li o primeiro livro e gostei muito, serve até como um guia de referência para os estudantes de língua inglesa. Segue a sinopse do livro:

Inglês na Ponta da Língua:

  • Descrição: Este livro pretende ser um guia prático para que o leitor, como estudante de língua inglesa, não se perca no meio de tantas coisas que são necessárias aprender para se comunicar bem, em especial, o vocabulário. O autor pretende mostrar como aprender vocabulário de uma maneira organizada e espontânea bem como aprender gramática através das palavras adquiridas. A idéia é que este livro seja lido por qualquer pessoa interessada em aprender (e a ensinar) a língua inglesa de uma maneira mais divertida, solta e descontraída.

Por R$37,50 na Cia dos Livros.

 

Pois bem, o blog do Denilso é bem variado e ele mesmo é um autor assíduo: escreve diariamente, de segunda à sexta (pois ninguém é de ferro a ponto de trabalhar até aos fins de semana!). Eu, como não visito o site diaramente, me inscrevi na newsletter do site, assim todos os dias de manhã eu recebo um e-mail com o mais novo post dele. O legal é que, com ele posta desde 2006, há muitos arquivos interessantes no blog, e dá para consultá-los sempre, e não há como se perder pois os posts são divididos por assunto, facilitando sua busca. Adoro o site pois ele escreve sobre as dúvidas mais curiosas que todos temos mas sempre esquecemos e/ou não temos à quem perguntar, do tipo “Como se diz batata palha em inglês?“, “Como se diz: Por causa disso?” até os mais simples como “Gramática: Presente Simples” e os mais complexos como “Expressão: sarna pra se coçar“. É mister dizer que o blog também contém artigos ótimos para professores de inglês, já que o Denilso também é um teacher trainer, além de tudo. Portanto, a dica é essa: entre no site e fuce bastante! Com certeza irá achar muitas coisas engraçadas, curiosas e que irão te ajudar nos seus estudos.

12/31/2008

Comentando livros #1

Arquivado em: Literatura, Livros — Tags:, , , — Ludmila Prates @ 1:15 pm

Sumi e com isso acumulei 2.864 spams no blog. Um absurdo! De onde vem isso, gente?

Pois bem, estou em férias desde o dia 21/12, ou seja, há quase duas semanas. Volto só dia 12/01, ó que maravilha?! (Aliás, reparem nos números cabalísticos 21/12 – 12/01 hahahaha)

Hoje irei inaugurar uma nova série no blog: Comentando livros. Vou escrever a sinopse e dar minha opinião sobre o livro, lembrando que isso é algo completamente pessoal, e que eu estou longe de ser uma crítica literária com tais fins. Vamos lá:

 

Comentando livros #1: Gatão Apaixonado, por Tim O’Brien

Sinopse: A história de um professor de lingüística e veterano da Guerra do Vietnã – onde ganhou uma medalha por feitos honrosos – é revista quando decide avaliar sua vida, aos 49 anos. Suas paixões e desilusões amorosas são passadas a limpo por meio de uma narrativa corrosiva e bem-humorada.

Opinião: Simplesmente adorei o livro. É incrível como eu me identifico em vários aspectos com o Thomas Chippering – exceto nos aspectos extraconjugais – e tenho as mesmas idéias que ele. Cito uma frase que me marcou:

Repetindo: a linguagem é um organismo que evolui separadamente dentro de cada um de nós. Dá pontapés, feito um bebê no útero. Sussurra segredos para o nosso sangue.

É um livro não só sobre os encontros amorosos, mas também fala sobre as palavras, seus significados e o peso que elas carregam em nós. Fala também sobre traumas, desilusões, e de um amor sagrado.

A capa do livro é horrível, já vou dizendo. Também o título não colabora. Em inglês o título é “Tomcat In Love”, e eu achei a tradução bem literal, bem “nua e crua”. Enfim, não o julguem pela capa, por favor; em vez disso confiem mais no autor, Tim O’Brien, que já recebeu vários prêmios literários aclamados pelo público e pela mídia.

Demorei para terminar de ler o livro, mas acho que eu estava tentando adiar o inadiável: o fim. Me identifiquei tanto com certas idéias contidas nele, que agora que o livro acabou, me deu um vazio… sabe aquele vazio de final de livro? Anteontem e ontem me peguei pensando várias vezes no rumo que a história poderia ter seguido, nos personagens, e fiquei com essa sensação por um bom tempo. Aposto que todos os aficcionados por leitura já sentiram isso, e não deixa de ser algo constante em nossas vidas.

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