Língua Minha

10/05/2009

E tudo mudou…

Arquivado em: Divagações, Leituras, Literatura — Tags:, , — Ludmila Prates @ 12:23 pm

Achei lindo esse texto do LFV que encontrei na apostila da faculdade. Segue aqui:

E tudo mudou…

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
“Problemas de moça” viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê…
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do “não” não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou
em Maria Rita
Gal virou Fênix
Raul e Renato, Cássia e Cazuza, Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira…
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz… … De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.

– Luís Fernando Veríssimo

09/19/2009

O professor…

Arquivado em: Escritos, Leituras, Trabalho — Ludmila Prates @ 2:37 pm

Long time no see!

O poema texto abaixo foi encontrado num blog o qual não me recordo qual foi… anyway, vou reproduzi-lo aqui porque gostei muito e mesmo quem é aluno vai entender tudo isso pelo o que nós (professores) passamos.

O PROFESSOR…

ESTÁ SEMPRE ERRADO!

Quando…
É jovem não tem experiência.
É velho está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta a Escola, é um “Caxias”.
Precisa faltar, é “turista”.
Conversa com os outros professores,
Está “malhando” os alunos.
Não conversa é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno,
Não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, “deu mole”.
É o professor está sempre errado,
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Revista do Professor de Matemática 36, 1998.–

04/22/2009

Amor de Perdição

Arquivado em: Divagações, Leituras, Literatura, Livros — Tags:, , , — Ludmila Prates @ 3:54 pm

Estou na metade do livro e só agora peguei gosto por ele mesmo. É aquele tipo de literatura “must read” por ser um clássico do romantismo, no qual a mocinha e o mocinho não podem ficar juntos ou porque um deles é pobre ou porque há briga entre as famílias de ambos. É quase desnecessário ler tais títulos porque o enredo é basicamente o mesmo, como dito acima. Acontece que, vira e mexe, você se depara ocmo umas frases de efeito tão impressionantes, que aí sim é que você pensa que esses clássicos devem ser lidos, até porque o nome já diz: clássico é clássico, não tem de ser cool, como a literatura best-seller (pelo menos de adolescentes) de hoje em dia demanda. Eis a frase que me encantou:

Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência. – BRANCO, Camilo Castelo: Amor de Perdição, pp. 70.

Vai dizer que isso não faz bem pro ego, esse orgulho ou a tal insaciabilidade humana?

Sinceramente, para ler esse livro tive que ter muita força de vontade. Me foi pedido para lê-lo durante esse semestre na faculdade para que eu faça uma resenha sobre ele, e as primeiras páginas foram as mais sofridas e difíceis. É aquele tipo de leitura que não flui, talvez por ter um vocabulário de época que até nos dicionários de hoje em dia não se encontra tais definições, mas creio que a principal dificuldade de leitura, pelo menos por parte dos adolescentes, seja a tal do maturidade intelectual, ou do conhecimento prévio, no qual é feito vários relatos e/ou referências a certos eventos que exigem um certo conhecimento prévio por parte do leitor, e aí dificulta ainda mais a leitura por ter de fazer pausas e reflexões.

De qualquer forma, vale a pena sim ler esse tipo de livro, pois mesmo que o enredo seja o mesmo, o conteúdo sempre traz surpresas e faz valer o tempo (bem) gasto e as reflexões feitas, o duro é convencer as pessoas que não têm hábitos de leitura a ler esses tipos de livros. Sabecumé, nessa geração de The Secret e afins, cremos que a força do pensamento é tudo, mas só quero ver onde fica a tal força de vontade…

03/07/2009

The English Language

Arquivado em: Leituras, Sites — Tags: — Ludmila Prates @ 3:34 am

Oi, meu primeiro nome é sumiço, e meu segundo é preguiça. Sério, estou com alguns livros com resenhas a fazer e até agora nada. Este final de semana vou ler um muito engraçado, mas só darei mais detalhes numa outra ocasião. :)

Enquanto isso, segue um poema muito curioso em inglês, achado no site Aha! Jokes.

 

The English Language

Have you ever wondered why foreigners have trouble with the English Language?

Let’s face it
English is a stupid language.
There is no egg in the eggplant
No ham in the hamburger
And neither pine nor apple in the pineapple.
English muffins were not invented in England
French fries were not invented in France.

We sometimes take English for granted
But if we examine its paradoxes we find that
Quicksand takes you down slowly
Boxing rings are square
And a guinea pig is neither from Guinea nor is it a pig.

If writers write, how come fingers don’t fing.
If the plural of tooth is teeth
Shouldn’t the plural of phone booth be phone beeth
If the teacher taught,
Why didn’t the preacher praught.

If a vegetarian eats vegetables
What the heck does a humanitarian eat!?
Why do people recite at a play
Yet play at a recital?
Park on driveways and
Drive on parkways

You have to marvel at the unique lunacy
Of a language where a house can burn up as
It burns down
And in which you fill in a form
By filling it out
And a bell is only heard once it goes!

English was invented by people, not computers
And it reflects the creativity of the human race
(Which of course isn’t a race at all)

That is why
When the stars are out they are visible
But when the lights are out they are invisible
And why it is that when I wind up my watch
It starts
But when I wind up this observation,
It ends.

02/06/2009

Resenha: “Do Yázigi à Internexus”

Arquivado em: Leituras, Livros, Pessoal — Ludmila Prates @ 12:12 pm

Título: “Do Yázigi à Internexus – Uma viagem pelos 50 anos de uma franquia brasileira que se tornou global”

Confesso que protelei o máximo que pude fazer esta resenha crítica, afinal, “juntar” quase 60 anos de história num livro e deste mesmo resumo ter de resumir tudo em alguns breves parágrafos não é algo fácil. São 320 páginas com traços de subjetividade – porém sem perder a lucidez – de alguém que desde sempre esteve presente na história desse instituto de ensino que se tornou global. O autor é nada menos que o atual CEO (Chief Executive Officer, diretor-geral) da Internexus, Inc e do Yázigi Internexus, Ricardo Young Silva, que também trabalha em e coordena várias outras empresas, enfim, ele é uma pessoa polivalente, e só isso daria assunto para uma outra resenha (ou biografia).

O Instituto de Idiomas Yázigi foi fundado em 1950 por César Yázigi e Fernando Heráclito Silva (pai de Fernando Young Silva) e sua primeira escola foi fundada na cidade de São Paulo. César Yázigi, já falecido e cujo sobrenome deu nome à escola, depois de algum tempo em sociedade com Fernando H. Silva, decidiu voltar para os Estados Unidos e deixou a franquia para a família Young Silva. Fernando H. Silva atualmente residem em Salvador, Bahia.

O Yázigi se destacou em sua época por sua didática e metodologia inovadoras. Em um tempo em que reinavam escolas binacionais, como a Cultura Inglesa e o Instituto Cultural Brasil Estados Unidos, o Yázigi mostrou que, apesar de se tratar de uma língua estrangeira, era (e é) possível ensiná-la através da realidade do aluno, fundamentando-se nos métodos do já famoso educador Paulo Freire. Um símbolo disso foi o primeiro logotipo da empresa, que tinha como cores o verde e o amarelo, fazendo alusão à bandeira brasileira, ao invés dos tradicionais azul e vermelho que representavam as cores da nação americana. Suas aulas, a princípio ministradas por César Yázigi, eram dinâmicas e cheias de vitalidade, algo inusitado, pois na época o ensino de inglês era baseado em textos literários e costumava ser “silencioso” e de uma postura comedida. Posteriormente, como advento do CLA – Centro de Linguística Aplicada, o primeiro da América Latina – e com a criação de programas de ensino como o JEP – Junior English Program, atual Magic Links – coordenado por sua mãe, Catherine Young Silva, é que escola foi ganhando cada vez mais notoriedade. Este programa foi premiado pela Unesco e Catherine foi contratada como consultora da Unesco na elaboração de materiais didáticos para ensino de língua em países em desenvolvimento. O CLA tem objetivo de pesquisar e desenvolver materiais didáticos para a rede e o primeiro responsável pelo centro foi o eminente linguista Francisco Gomes de Matos, atual professor da UFPE. Com a ida de César Yázigi para os EUA, houve o surgimento da idéia de tornar a empresa internacional. Foi assim, rusticamente falando, que surgiu o Internexus e algumas outras unidades espalhadas pelo mundo. O livro também discorre sobre a contribuição do Yázigi para o surgimento e expansão do sistema de franchising, algo que para mim ficou confuso, pois confesso que não entendo nada de administração, ao contrário do Fernando Young Silva, que é formado na área pela GV. Dentre toda a história que permeia o livro, não posso deixar de citar Itamar Heráclio Góes Silva, que é tio de Ricardo e foi e continua sendo uma peça fundamental para a empresa.

No que concerne as minhas impressões sobre o livro, posso dizer que são as melhores. Fiquei sabendo várias coisas não só sobre o Yázigi em si, mas também em relação à época, os costumes e etc. E quando disse que o Ricardo Young Silva é polivalente, não foi só por dizer, pois ele foi o fundador da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e é coordenador do World Business Academy, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, presidente do UniEthos, coordenador Nacional do PNBE, fundador e membro do conselho da Transparência Brasil e do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, presidente do Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças e conselheiro da Fundação Ronald McDonald. Além disso, ele é membro ativo de diversas ONGs, é também membro do conselho do AccountAbility /Londres e representa o Instituto Ethos em fóruns do Global Compact (ONU). É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do Governo Federal.
É pouco ou quer mais?

O Centro Brasileiro de Filosofia para Crianças (CBFC) foi fundado por sua mãe, Catherine Young Silva, e apresenta uma proposta bem interessante de abordagem filosófica nas salas de aula, nada como “hoje vamos estudar Platão” mas sim referente às reflexões e implicações de certos atos e ações.

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