Língua Minha

06/06/2009

It’s all about punctuation

Arquivado em: Linguagem — Tags:, , — Ludmila Prates @ 1:35 am

Quem é bom leitor sabe que uma vírgula pode fazer enorme diferença de sentido na frase e/ou texto.  Eu mesma tenho uma certa dificuldade em encaixá-las nos meus textos, porém para melhor usá-las encaro o texto como se fosse um exercício de respiração, ou seja, uso-as quando sinto que preciso de uma “pausa”, como que para tomar fôlego e assim seguir adiante. É assim o jeito certo? É errado? Talvez. É apenas o jeito que encontrei para melhor facilitar a relação semântica entre mim, as vírgulas, e o texto.

Certa vez mandei para o meu namorado um poema muito interessante que ilustrava bem essa relação, mas ele simplesmente não entendeu o poema. Nem preciso dizer que o problema é que o meu namorado simplesmente não soube interpretar o que estava escrito, ou melhor, não soube ler corretamente. Isso é um exercício reflexivo, constante.

Entretanto, o objetivo do post não é ensinar como usar a vírgula, mas para deixar registrado uma piada encontrada num site* e que ilustra exatamente o que quero dizer com o post. Leia atentamente e com cuidado:

 

Punctuation*

An English teacher wrote these words on the whiteboard: “woman without her man is nothing”. The teacher then asked the students to punctuate the words correctly.

The men wrote: “Woman, without her man, is nothing.”

The women wrote: “Woman! Without her, man is nothing.”

* Encontrado em: http://www.englishclub.com/esl-jokes/3~index.htm

05/11/2009

25 mensagens motivacionais para TESOL teachers

Arquivado em: Escritos, Linguagem, Trabalho — Tags:, , — Ludmila Prates @ 2:10 pm

Achei interessante esee texto publicado no blog do professor Alex Case e resolvi publicá-lo aqui. Não dá pra eu traduzir porque algumas partes ficariam sem sentido, portanto eu acho que o texto só será bem compreendido por quem é professor de inglês para falantes de outras línguas (tradução da sigla TESOL) – isso é bem de acordo com o que estou estudando na faculdade, que por acaso é Coesão & Coerência – logo, se um texto não faz parte do seu conhecimento textual, ele não lhe será coerente, ou seja, não fará sentido para você.

Sem mais, vamos às mensagens:

—–

*Positive messages to chant to yourself in front of the mirror or record on your iPod include:

1. “I will make my students love English so much that they cry when they can’t come to class”
2. “Having no money is good for my karma and the environment”
3. “I am totally psyched about teaching adverbs of frequency”
4. “The Present Perfect Continuous is all part of God’s great but mysterious plan”
5. “I was put on the planet to correct dependant prepositions”
6. “Everyone must find their own purpose in life, and I have found mine in teaching collocations”
7. “Connected speech is beautiful, and so am I”
8. “It is my life’s mission to protect the apostrophe from abuse”
9. “There is no such thing as a student who can’t pronounce th”
10. “Nothing is impossible, not even teaching every phrasal verb that could come up in the Cambridge Proficiency exam”
11. “Every day in every way, my knowledge of adverbs is getting better and better/ my speaking speed is getting slower and slower”
12. “A good warmer is better than sex”
13. “If someone moves my cheese, I’ll just steal their lesson plans”
14. “Time spent with Jeremy Harmer can never be wasted”
15. “If I can just make my students feel the passion that I feel right now for correct punctuation, nothing will be able to stop me”
16. “The quest to become more like John and Liz Soars starts with a single step”
17. “If someone has moved my cheese, I’ll just take it as part of a mingle activity”
18. “If I can do this humanistic language teaching warmer without dying of shame, for the rest of my life I will have nothing to fear”
19. “Reducing my self esteem with the use of mime and slapstick humour in class is another step towards satori
20. “Teaching Headway/ the Present Simple/ with PPP again is like the wax on wax off in Karate Kid- tedious-seeming but essential training for the sudden appearance of TEFL superpowers”
21. “Every new edition of Headway is like a new chapter in my life”
22. “Today is the day when I’ll understand the difference between ‘going to’ and ‘will’”
23. “No two lessons about Seamus Mc Sporran- The Man with 13 Jobs are really the same, just like you can’t step in the same river twice”
24. “If I can finish today knowing that I taught some 3 year olds animal noises in English, I will be able to die a fulfilled and happy man”
25. “Da da daaaa, da da daaaaa, da da daaa da da daaa, da da daaaa, da da da da da da” etc.
The last one obviously being the theme tune from Rocky, which you can even have playing as you come into class if you like. The rest of them you can combine with jazz chants practice by saying them over and over while jogging round the park or doing circuit training in the gym.

*Nota: as mensagens são de autoria de Alex Case.

*Note: those messages were written by Alex Case.

05/06/2009

Esses alunos (ou essa tal juventude)…

Arquivado em: Divagações — Tags:, , , , , , — Ludmila Prates @ 3:19 pm

Knowledge is the biggest treasure, and teachers are the best suppliers.

Essa frase acima é de um aluno meu*, que ontem o descobri como um poeta. Engraçado isso, ver o lado sensível das coisas, principalmente nos homens. Acho lindo homens que demonstram sua sensibilidade, que hoje em dia é taxado como “emo”, e que acaba reprimindo esse lado sensibilizado nos meninos. Coisa chata é essa juventude taxativa, na qual tudo é classificado como “bom” ou “ruim”, ou seja, ser emo é ruim, mas gostar de NX Zero tá na moda, logo, é bom (embora eu veja controversias no que acabei de dizer, porque NX Zero não deixa de ser “emo” pela classificação de hoje em dia, né?). Você gosta de pagode? Deus me livre! Gosta de High School Musical? Que idiota! Vai ao show dos Jonas Brothers? Tá podendo, hein? E por aí vai…

É interessante dar aula para adolescentes (além de ser um pouco estressante, mas eu relevo) porque eu ouço tanta coisa legal, mas ao mesmo tempo absurda, que me gera um encantamento ao extremo por essas criaturas.

Ao mesmo tempo vejo uma geração mais acomodada, menos participativa e mais passiva, na qual tudo que é essencial é chato, como a escola, os professores, as matérias e etc. Quando algum aluno comenta sobre o tal Crepúsculo ou Harry Potter, antes eu pensava que tal literatura fosse bobagem, já que estou acostumada aos clássicos (sem querer parecer pedante, mas é o que um curso de Letras exige), porém hoje em dia vejo isso como uma literatura adepta aos tempos modernos, com uma linguagem mais acessível, um texto mais “fluido” e rápido, que de qualquer forma serve pra exercitar esse lado leitor das pessoas, e já que serve pra isso é válido! Acho válido sim, os best-sellers, os livrinhos de banca de jornal (ao estilo Bianca, Júlia, etc), os de autoajuda e tudo mais, porque se serve pra pessoa deixar e/ou reduzir o hábito de “surfar” na internet, assistir tv e dormir demasiadamente por horas a esmo, pra mim já é válido, sim senhor!

Na maioria dos livros que leio, os clássicos, encontro uma linguagem muito erudita, que na verdade não o chega a ser isso mesmo, mas é o que era usado na época, desatualizado se compararmos à atual. Talvez por isso eu criei o hábito de sempre ter um dicionário por perto e até na bolsa carrego um, para eventuais necessidades. Com Gustave Flaubert eu aprendi o que significa diligência, com Machado de Assis entendi o que é ser dissimulado e com Eça de Queiroz aprendi uma das expressões que justifica o meu espírito dominical: “estar endomingado”, ou seja, estar possuído pela melancolia e nostalgia típicas dos domingos.

Não que eu não aprenda nada com meus alunos, pois eu aprendo sim. Aprendi que “shuffle” e “rebolation” são estilos musicais, e que “tô na vibe” é algo bom. Se me são importantes, aí são outros quinhentos…

Quando pergunto aos meus alunos: “Do you like to read books?” a resposta avassaladora, e não menos surpreendente, é um uníssono “No, I don’t” ou pro meu desespero “No, I hate books!”. Agora, se lhes é perguntado “Do you like to surf on the net?” ou algo até mais abstrato, do tipo “What do you like to do in your free time?”, adivinhem qual é a resposta? Siiiiim, o tal do surf on the net. Pois eu prefiro surfar em outras coisas, de preferência mais complexas e menos óbvias, do que a ficar impondo rótulos e seguindo modas. Enfim, não é uma crítica, só um mero detalhe.

——-

*O aluno em questão não é um adolescente, mas me serviu de inspiração para o assunto.

04/22/2009

Amor de Perdição

Arquivado em: Divagações, Leituras, Literatura, Livros — Tags:, , , — Ludmila Prates @ 3:54 pm

Estou na metade do livro e só agora peguei gosto por ele mesmo. É aquele tipo de literatura “must read” por ser um clássico do romantismo, no qual a mocinha e o mocinho não podem ficar juntos ou porque um deles é pobre ou porque há briga entre as famílias de ambos. É quase desnecessário ler tais títulos porque o enredo é basicamente o mesmo, como dito acima. Acontece que, vira e mexe, você se depara ocmo umas frases de efeito tão impressionantes, que aí sim é que você pensa que esses clássicos devem ser lidos, até porque o nome já diz: clássico é clássico, não tem de ser cool, como a literatura best-seller (pelo menos de adolescentes) de hoje em dia demanda. Eis a frase que me encantou:

Orgulho ou insaciabilidade do coração humano, seja o que for, no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos em nossa consciência. – BRANCO, Camilo Castelo: Amor de Perdição, pp. 70.

Vai dizer que isso não faz bem pro ego, esse orgulho ou a tal insaciabilidade humana?

Sinceramente, para ler esse livro tive que ter muita força de vontade. Me foi pedido para lê-lo durante esse semestre na faculdade para que eu faça uma resenha sobre ele, e as primeiras páginas foram as mais sofridas e difíceis. É aquele tipo de leitura que não flui, talvez por ter um vocabulário de época que até nos dicionários de hoje em dia não se encontra tais definições, mas creio que a principal dificuldade de leitura, pelo menos por parte dos adolescentes, seja a tal do maturidade intelectual, ou do conhecimento prévio, no qual é feito vários relatos e/ou referências a certos eventos que exigem um certo conhecimento prévio por parte do leitor, e aí dificulta ainda mais a leitura por ter de fazer pausas e reflexões.

De qualquer forma, vale a pena sim ler esse tipo de livro, pois mesmo que o enredo seja o mesmo, o conteúdo sempre traz surpresas e faz valer o tempo (bem) gasto e as reflexões feitas, o duro é convencer as pessoas que não têm hábitos de leitura a ler esses tipos de livros. Sabecumé, nessa geração de The Secret e afins, cremos que a força do pensamento é tudo, mas só quero ver onde fica a tal força de vontade…

03/07/2009

The English Language

Arquivado em: Leituras, Sites — Tags: — Ludmila Prates @ 3:34 am

Oi, meu primeiro nome é sumiço, e meu segundo é preguiça. Sério, estou com alguns livros com resenhas a fazer e até agora nada. Este final de semana vou ler um muito engraçado, mas só darei mais detalhes numa outra ocasião. :)

Enquanto isso, segue um poema muito curioso em inglês, achado no site Aha! Jokes.

 

The English Language

Have you ever wondered why foreigners have trouble with the English Language?

Let’s face it
English is a stupid language.
There is no egg in the eggplant
No ham in the hamburger
And neither pine nor apple in the pineapple.
English muffins were not invented in England
French fries were not invented in France.

We sometimes take English for granted
But if we examine its paradoxes we find that
Quicksand takes you down slowly
Boxing rings are square
And a guinea pig is neither from Guinea nor is it a pig.

If writers write, how come fingers don’t fing.
If the plural of tooth is teeth
Shouldn’t the plural of phone booth be phone beeth
If the teacher taught,
Why didn’t the preacher praught.

If a vegetarian eats vegetables
What the heck does a humanitarian eat!?
Why do people recite at a play
Yet play at a recital?
Park on driveways and
Drive on parkways

You have to marvel at the unique lunacy
Of a language where a house can burn up as
It burns down
And in which you fill in a form
By filling it out
And a bell is only heard once it goes!

English was invented by people, not computers
And it reflects the creativity of the human race
(Which of course isn’t a race at all)

That is why
When the stars are out they are visible
But when the lights are out they are invisible
And why it is that when I wind up my watch
It starts
But when I wind up this observation,
It ends.

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